Quanto custa produzir um filme publicitário com IA em 2026
O que sai da conta quando não existe diária de set, o que entra no lugar e onde o custo realmente aparece.
O que sai da conta
A primeira coisa que some é a diária. Sem set não há locação, não há equipe de base, não há alimentação para trinta pessoas, não há caminhão de luz, não há seguro de equipamento nem diária de talento. Em uma produção publicitária tradicional, esses itens somados costumam responder pela maior fatia do orçamento.
Some também a logística: viagem, hospedagem, transporte de material, dias de scout, contingência para chuva. E some o custo de refazer: se um plano não funcionou no set, refazer significa remontar tudo.
É por isso que a comparação direta assusta. Mas ela é enganosa, porque a conta não fica vazia.
O que entra no lugar
O custo migra de execução para direção e iteração. O que você paga agora é o tempo de quem decide.
- Concepção e direção de arte. Construir o universo visual antes de gerar qualquer frame. É a etapa que separa material dirigido de material aleatório.
- Iteração. Gerar é barato; gerar a coisa certa é caro. Um plano aprovado costuma vir depois de dezenas de variações descartadas.
- Pós-produção. Composição, continuidade entre planos, correção de cor, som. Essa parte não encolheu. Em muitos casos cresceu.
- Licenças de ferramenta. Planos profissionais com direito de uso comercial, que é o que permite veicular.
O custo não desapareceu. Ele saiu do dia de filmagem e entrou na cabeça de quem dirige.
Faixas de investimento
Não existe tabela fixa, e desconfie de quem apresentar uma. O que existe são faixas por complexidade:
| Tipo de entrega | O que envolve | Faixa |
|---|---|---|
| Peça curta de social | 15s, um conceito, dois ou três cortes | Entrada |
| Filme de campanha | 30 a 60s, roteiro, direção, pós completa | Média |
| Campanha multiformato | Um conceito em 6 a 9 proporções nativas | Média a alta |
| Produção híbrida | Captação em set integrada a camadas construídas com IA | Alta |
O que move o preço para cima quase nunca é a duração. É a quantidade de aprovações e a especificidade do produto. Um produto com identidade visual rígida (um rótulo que precisa estar legível, uma cor exata de marca) exige muito mais iteração do que uma cena atmosférica.
O erro mais comum ao orçar
Pedir orçamento por "vídeo de 30 segundos". Isso não é briefing, é duração.
Duas peças de 30 segundos podem ter dez vezes de diferença no custo: uma é uma sequência atmosférica sem produto; a outra tem um produto real que precisa aparecer em ângulos consistentes, com rótulo legível, em nove formatos, com aprovação jurídica no meio.
O segundo erro é achar que IA significa entrega em dois dias. Prazo curto encarece aqui pelo mesmo motivo que encarece em produção tradicional: reduz a janela de iteração, e é na iteração que a qualidade acontece.
Como pedir um orçamento que faça sentido
Informe estas cinco coisas e você recebe um número confiável em vez de uma faixa larga:
- Onde a peça vai veicular e por quanto tempo
- Se existe produto físico e se ele já está finalizado
- Quantos formatos e proporções você precisa
- Quantas rodadas de aprovação o processo tem
- A data real de veiculação, não a data confortável
Briefing com essas cinco respostas costuma virar proposta fechada em 48 horas. Sem elas, o que você recebe é uma estimativa larga que ninguém consegue defender.
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